Serial Killers: A Barbie Assassina

Uma história de amor, submissão e morte. De assassina em série a voluntária na escola onde seus filhos estudam. Karla Homolka estuprou e assassinou três adolescentes no Canadá no início dos anos 90. Se você já achou assustador, leia a história na integra para saber mais detalhes. Coisas como essas e outras você só ver aqui, No Seu Momento É Aqui!

Por sua aparência, a canadense Karla Homolka foi comparada à boneca Barbie. No entanto, sua união afetiva com Paul Bernardo revelou o que havia de mais perverso na mulher de aparência angelical. Karla e Paul estavam muito longe de ser um casal perfeito: a aparência atraente da dupla mascarava psiques extremamente problemáticas e desequilibradas, que, quando combinadas, resultaram em tragédias que não são passíveis de esquecimento.

Nome: Paul Bernardo

Sexo: Masculino

Data de Nascimento: 27 de agosto de 1964

Local de Nascimento: Toronto - Canadá

Número de vítimas: 3+

Motivo: Sexual


Nome: Karla Homolka

Sexo: Feminino

Data de Nascimento: 4 de maio de 1970

Local de Nascimento: Toronto - Canadá

Número de vítimas: 3+

Motivo: Sexual


Karla Leanne Homolka, é uma serial killer canadense, que atraiu a atenção da mídia mundial quando ela e seu ex-marido Paul Bernardo foram julgados pelo estupro e assassinato das adolescentes Leslie Mahaffy e Kristen French.

Afora os crimes pela qual fora julgada, Homolka ainda ajudou seu ex-marido à violentar sua irmã mais nova de 15 anos, Tammy Homolka, que por estar sedada na ocasião, morreu engasgada com o próprio vômito. Entretanto o casal não foi julgado por este crime.


Carta sem destinatário:

"Nunca deixe ninguém saber que nossa relação não é absolutamente perfeita. Não retruque quando Paul falar. Sempre sorria quando estiver com Paul. Seja uma namorada perfeita para Paul. Se Paul pedir uma bebida, traga-a logo e de boa vontade. Lembre-se de que você é burra. Lembre-se de que você é feia. Lembre-se de que você é gorda. Não sei por que lhe digo essas coisas, pois você nunca vai mudar."

Análise:

A psicopatia é um assunto delicado e complexo, talvez delicado e complexo demais para ser descrito com precisão em um texto relativamente curto, e, portanto, creio ser interessante simplificar minha explicação do tópico ao máximo: psicopatas são, em suma, indivíduos que possuem um transtorno de personalidade de ordem gravíssima, cujos sintomas manifestam-se ainda na infância: da ausência de sentimentos como vergonha, culpa e remorso até a turbulência em relacionamentos interpessoais, da irresponsabilidade em níveis estratosféricos até o hábito de mentir em qualquer circunstância, são seres humanos vítimas de uma afecção mental que pode produzir consequências desastrosas, e desafia qualquer possibilidade de cura.

Necessitam de acompanhamento médico adequado, e, muitas vezes, precisam até mesmo de um monitoramento diário: medidas que são aconselháveis para que o desequilíbrio não impulsione os mais variados tipos de crimes, incluindo atentados violentos contra o bem-estar alheio e contra si mesmos. Egocêntricos e frios, indivíduos que sofrem da doença também possuem uma profunda falta de empatia para com outros seres, o que faz do ato de matar algo não muito difícil ou exigente. É nesta categoria que, muito provavelmente, a serial killer canadense Karla Leanne Homolka está enquadrada.

O Casal Assassino:

Nascido em 1964, fruto de uma família desajustada, Paul testemunhou episódios de agressão do pai, Kenneth Bernardo, contra a mãe. Em 1975, o patriarca foi acusado de abusar sexualmente da própria filha. Paul se formou na Universidade de Toronto (Canadá) e era conhecido por maltratar a namorada.

Entre 1987 e 1990, uma onda de estupros e tentativas de agressão sexual vitimou garotas entre 15 e 22 anos na região de Scarborough, Ontário. Todas sobreviveram, mas os episódios eram de extrema violência e quase sempre a investida sexual era acompanhada por espancamento.

Paul foi considerado suspeito pela polícia de Ontário em meio a outros 130 homens. Foi interrogado e liberado. Em 1990, ele começou um namoro com a obsessiva e submissa Karla Homolka. Durante o namoro, Paul se mostrou muito interessado pela cunhada Tammy Homolka, irmã caçula de Karla.

Karla deu acesso livre ao quarto de Tammy (à época com 15 anos) para o namorado observá-la. Em 1990, o casal embebedou Tammy e usou um anestésico para deixá-la fora de si. Karla queria oferecer a virgindade da irmã como presente de Natal para Paul. A agressão foi filmada por Karla no porão de casa.

Inconsciente, Tammy morreu sufocada com o próprio vômito. O casal limpou a garota e a levou ao quarto antes de chamar socorro. O evento foi avaliado como morte acidental e o casal saiu livre. Karla se casou com Paul em 1991. Mesmo sob agressão do marido, apoiou e participou de suas práticas sexuais.

O casal sequestrou mais duas garotas, de 14 e 15 anos. Ambas foram mantidas em cativeiro e torturadas sexualmente por Bernardo enquanto Karla filmava. As duas vítimas foram mortas pelo casal. Um dos corpos foi desmembrado, cimentado e jogado em um lago. O outro foi desovado em uma vala da cidade de Burlington.

Espancada com frequência pelo marido, Karla fez um acordo com a polícia em troca de depoimentos. A essa altura, amostras de DNA já faziam de Paulo principal suspeito de ser o “estuprador de Scarborough”. Em 1993, após um julgamento cheio de acusações mútuas, Paul pegou prisão perpétua e Karla foi condenada a 12 anos de prisão.

Que fim levou?

Paul permanece preso na penitenciária de Kingston, em Ontário, e Karla foi solta em julho de 2005 sob condicional.

Paul Bernardo foi condenado a prisão perpétua em 1985. Em 1993, os advogados de Homolka conseguiram um acordo com a promotoria para que sua sentença fosse de 12 anos de reclusão, com a condição de dar detalhes sobre os crimes e testemunhar contra Bernardo. Homolka contou várias vezes que tinha sido forçada por seu companheiro a participar dos crimes. No entanto, material audiovisual encontrado tempos depois mostrou que ela teve uma participação maior do que havia declarado no episódio. Mesmo assim, o acordo já tinha sido assinado e suas cláusulas impediam modificações.

Na terça-feira passada, no dia 30 de maio de 2017, a rede City News informou que Karla Homolka trabalhou como voluntária na Greaves Adventist Academy, a escola particular onde estudam seus filhos em Notre-Dame-de Grâce, um bairro tranquilo no oeste de Montreal. Ao que parece, Homolka acompanhou crianças em passeios temáticos e levou seu cachorro para interagir com os alunos. A rede Breakfast Television abordou Homolka na saída da instituição, mas ela evitou fazer declarações.

“Como você se sentiria ao saber que seu filho está interagindo com uma assassina em série?”, afirmou a mãe de um dos alunos matriculados na escola à Breakfast Television sem se identificar. Outros pais demonstraram preocupação semelhante. Representantes do estabelecimento de ensino esclareceram à mídia que Homolka não é uma voluntária frequente e que em nenhum momento ficou a sós com as crianças já que - segundo as normas do Ministério da Educação do estado de Quebec - seria necessário verificar seus antecedentes criminais.

Hoje é casada com um homem chamado Thierry Bordelais, irmão de seu advogado de defesa, com quem tem três filhos: Noah, Aurelie e Loic. Ela agora atende por Leanne Bordelais.

Homolka tem direito a uma vida normal? Pagou sua dívida com a sociedade? Seus filhos e marido são vítimas dessa situação? Estas e outras perguntas aparecem com frequência nos debates nos meios de comunicação canadenses. Mesmo que seus advogados tenham conseguido um acordo para evitar que passasse o resto de seus dias na prisão, Karla Homolka, ao que tudo indica, vai cumprir uma sentença social - resultado dos vídeos que demonstram sangue frio e participação em crimes sem qualquer sinal de coação.

Mas e você? Qual o seu veredicto? Você a deixaria solta mesmo sabendo dos fatos? Ela é realmente a vitima nessa história? conte-me nos comentários abaixo e obrigado pela leitura!


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