Serial Killers: A Barbie Assassina
Por sua aparência, a canadense Karla Homolka foi comparada à boneca Barbie. No entanto, sua união afetiva com Paul Bernardo revelou o que havia de mais perverso na mulher de aparência angelical. Karla e Paul estavam muito longe de ser um casal perfeito: a aparência atraente da dupla mascarava psiques extremamente problemáticas e desequilibradas, que, quando combinadas, resultaram em tragédias que não são passíveis de esquecimento.
Nome:
Paul Bernardo
|
Sexo: Masculino Data de
Nascimento: 27 de agosto de 1964 Local de
Nascimento: Toronto - Canadá Número de vítimas:
3+ Motivo: Sexual |
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Nome:
Karla Homolka
|
Sexo: Feminino Data de
Nascimento: 4 de maio de 1970 Local de
Nascimento: Toronto - Canadá Número de vítimas:
3+ Motivo: Sexual |
Karla Leanne Homolka, é uma serial killer canadense, que atraiu a atenção da mídia
mundial quando ela e seu ex-marido Paul Bernardo foram julgados pelo estupro e
assassinato das adolescentes Leslie Mahaffy e Kristen French.
Afora os crimes pela qual fora julgada, Homolka ainda ajudou seu ex-marido à violentar sua irmã mais nova de 15 anos, Tammy Homolka, que por estar sedada na ocasião, morreu engasgada com o próprio vômito. Entretanto o casal não foi julgado por este crime.
Carta sem destinatário:
"Nunca deixe ninguém
saber que nossa relação não é absolutamente perfeita. Não retruque quando Paul
falar. Sempre sorria quando estiver com Paul. Seja uma namorada perfeita para
Paul. Se Paul pedir uma bebida, traga-a logo e de boa vontade. Lembre-se de que
você é burra. Lembre-se de que você é feia. Lembre-se de que você é gorda. Não
sei por que lhe digo essas coisas, pois você nunca vai mudar."
Análise:
A psicopatia é um assunto delicado e complexo, talvez delicado e complexo demais para ser descrito com precisão em um texto relativamente curto, e, portanto, creio ser interessante simplificar minha explicação do tópico ao máximo: psicopatas são, em suma, indivíduos que possuem um transtorno de personalidade de ordem gravíssima, cujos sintomas manifestam-se ainda na infância: da ausência de sentimentos como vergonha, culpa e remorso até a turbulência em relacionamentos interpessoais, da irresponsabilidade em níveis estratosféricos até o hábito de mentir em qualquer circunstância, são seres humanos vítimas de uma afecção mental que pode produzir consequências desastrosas, e desafia qualquer possibilidade de cura.
Necessitam de acompanhamento
médico adequado, e, muitas vezes, precisam até mesmo de um monitoramento diário:
medidas que são aconselháveis para que o desequilíbrio não impulsione os mais
variados tipos de crimes, incluindo atentados violentos contra o bem-estar
alheio e contra si mesmos. Egocêntricos e frios, indivíduos que sofrem da
doença também possuem uma profunda falta de empatia para com outros seres, o
que faz do ato de matar algo não muito difícil ou exigente. É nesta categoria
que, muito provavelmente, a serial killer canadense Karla Leanne Homolka está
enquadrada.
O Casal Assassino:
Nascido em 1964, fruto de uma
família desajustada, Paul testemunhou episódios de agressão do pai, Kenneth
Bernardo, contra a mãe. Em 1975, o patriarca foi acusado de abusar sexualmente
da própria filha. Paul se formou na Universidade de Toronto (Canadá) e era
conhecido por maltratar a namorada.
Entre 1987 e 1990, uma onda de
estupros e tentativas de agressão sexual vitimou garotas entre 15 e 22 anos na
região de Scarborough, Ontário. Todas sobreviveram, mas os episódios eram de
extrema violência e quase sempre a investida sexual era acompanhada por
espancamento.
Paul foi considerado suspeito
pela polícia de Ontário em meio a outros 130 homens. Foi interrogado e
liberado. Em 1990, ele começou um namoro com a obsessiva e submissa Karla
Homolka. Durante o namoro, Paul se mostrou muito interessado pela cunhada Tammy
Homolka, irmã caçula de Karla.
Karla deu acesso livre ao
quarto de Tammy (à época com 15 anos) para o namorado observá-la. Em 1990, o
casal embebedou Tammy e usou um anestésico para deixá-la fora de si. Karla
queria oferecer a virgindade da irmã como presente de Natal para Paul. A
agressão foi filmada por Karla no porão de casa.
Inconsciente, Tammy morreu
sufocada com o próprio vômito. O casal limpou a garota e a levou ao quarto
antes de chamar socorro. O evento foi avaliado como morte acidental e o casal
saiu livre. Karla se casou com Paul em 1991. Mesmo sob agressão do marido,
apoiou e participou de suas práticas sexuais.
O casal sequestrou mais duas
garotas, de 14 e 15 anos. Ambas foram mantidas em cativeiro e torturadas
sexualmente por Bernardo enquanto Karla filmava. As duas vítimas foram mortas
pelo casal. Um dos corpos foi desmembrado, cimentado e jogado em um lago. O
outro foi desovado em uma vala da cidade de Burlington.
Que fim levou?
Paul Bernardo foi condenado a prisão perpétua em 1985. Em 1993, os advogados de Homolka conseguiram um acordo com a promotoria para que sua sentença fosse de 12 anos de reclusão, com a condição de dar detalhes sobre os crimes e testemunhar contra Bernardo. Homolka contou várias vezes que tinha sido forçada por seu companheiro a participar dos crimes. No entanto, material audiovisual encontrado tempos depois mostrou que ela teve uma participação maior do que havia declarado no episódio. Mesmo assim, o acordo já tinha sido assinado e suas cláusulas impediam modificações.
Na terça-feira passada, no dia 30 de maio de 2017, a rede City News informou que Karla Homolka trabalhou como voluntária na Greaves Adventist Academy, a escola particular onde estudam seus filhos em Notre-Dame-de Grâce, um bairro tranquilo no oeste de Montreal. Ao que parece, Homolka acompanhou crianças em passeios temáticos e levou seu cachorro para interagir com os alunos. A rede Breakfast Television abordou Homolka na saída da instituição, mas ela evitou fazer declarações.
“Como você se sentiria ao saber que seu filho está interagindo com uma assassina em série?”, afirmou a mãe de um dos alunos matriculados na escola à Breakfast Television sem se identificar. Outros pais demonstraram preocupação semelhante. Representantes do estabelecimento de ensino esclareceram à mídia que Homolka não é uma voluntária frequente e que em nenhum momento ficou a sós com as crianças já que - segundo as normas do Ministério da Educação do estado de Quebec - seria necessário verificar seus antecedentes criminais.
Hoje é casada com um homem chamado Thierry Bordelais, irmão de seu advogado de defesa, com quem tem três filhos: Noah, Aurelie e Loic. Ela agora atende por Leanne Bordelais.
Homolka tem direito a uma vida
normal? Pagou sua dívida com a sociedade? Seus filhos e marido são vítimas
dessa situação? Estas e outras perguntas aparecem com frequência nos debates
nos meios de comunicação canadenses. Mesmo que seus advogados tenham conseguido
um acordo para evitar que passasse o resto de seus dias na prisão, Karla
Homolka, ao que tudo indica, vai cumprir uma sentença social - resultado dos vídeos
que demonstram sangue frio e participação em crimes sem qualquer sinal de
coação.
Mas e você? Qual o seu veredicto? Você a deixaria solta mesmo sabendo dos fatos? Ela é realmente a vitima nessa história? conte-me nos comentários abaixo e obrigado pela leitura!






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