Serial Killers: O Bicho Papão
Assassinos em séries são pessoas com transtorno de personalidade que infringem as leis e causam polêmica por simples prazer. Pela liberdade de espírito e por crerem que só a anarquia prevalece. Por supor que as leis humanas não fazem sentido e por acharem que podem fazerem o que bem entenderem. E Você? Já topou com um antes? Lembrando que eles se passam por pessoas aparentemente "normais".
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| Albert Fish |
Albert Fish, cujo primeiro nome era Hamilton Howard Fish, nasceu em 19 de maio de 1870 e teve seu fim no dia 16 de janeiro de 1936. Era um serial killer e canibal nascido nos Estados Unidos, cujas vítimas eram apenas crianças. Ele é conhecido pelos apelidos de “O Homem Cinzento”, “O Avô Assassino”, “O Lobisomem da Wysteria” ou “O Vampiro do Brooklyn”. Ele confessou quatro assassinatos e abusou sexualmente de mais de 100 crianças. No entanto, suspeita-se que ele tenha cometido muito mais assassinatos do que alegou.
"Eu gosto de crianças, elas são saborosas”. (Albert Fish)
Ele entrou na história por ser
um dos criminosos mais cruéis. Ele passou anos abusando de crianças e
adolescentes, alguns dos quais ele sequestrou, torturou, desmembrou e cozinhou
para comê-los. Durante sua prisão e julgamento subsequente, ninguém poderia acreditar que, por trás daquele rosto velho e aparentemente frágil, com olhos
tímidos, ocultasse um macabro comportamento.
"Sempre tive o desejo de infligir dor aos outros e fazer com que outros me causassem dor. Eu sempre parecia gostar de tudo que doía." (Albert Fish).
Modus Operandi
Fish disse ter matado ao menos
23 e molestado mais de 400 crianças e adolescentes. Sua forma de abordagem era a clássica de um
pedófilo: aguardava pacientemente - como um predador -, uma criança,
previamente escolhida, ficar sozinha; seja por um descuido do responsável ou
adquirindo sua confiança. Como fingia ser um “bom velhinho”, os infantes não
desconfiavam da hediondez de seus planos, seguindo-o até casas abandonadas –
locais previamente escolhidos por Fish como templos para práticas de torturas e
canibalismo.
As Vítimas
Seu apelido (Bicho-Papão) foi dado por Billy, um menino de 3
anos que estava brincando, em fevereiro de 1927, com seu amigo de 4 anos,
também chamado Billy. Ambos estavam sendo cuidados por um vizinho, na época com
12 anos. Por questão de poucos minutos, o vizinho teve que entrar em sua casa
e, assim que voltou, as crianças haviam sumido. Assustado, o menino avisou o
pai do Billy mais novo e ambos deram início a uma busca desesperada pelos
garotos. Quando finalmente acharam Billy, ele estava no terraço da cobertura do
edifício, mas sem o seu amigo. Perguntando onde estava o garoto, Billy
respondeu: “o bicho-papão o pegou”.
O corpo de Billy nunca foi encontrado, mas, posteriormente,
Fish confessou a autoria do homicídio e ainda narrou, com extremos detalhes e
muita frieza, o que fez com ele. Se você não tem estômago forte, pare de ler
este texto, deixe de ler agora. Quando o sequestrou, levou-o a uma casa abandonada, o despiu
e amarrou os pés e as mãos do menino. A partir daí, deu início a um dos relatos
criminosos mais horripilantes que você pode imaginar.
Fish separou ferramentas e um chicote, feito por ele mesmo,
que chamava de “cat of nine tails” – basta pesquisar no Google para se ter uma
ideia. Iniciou açoitando o corpo nu do menino “até
o sangue escorrer pelas pernas”. Logo após, amputou as orelhas, o nariz e
cortou, de orelha a orelha (já retiradas), a boca da pobre criança. Disse que,
após retirar os olhos, a sua vítima faleceu.
Ato contínuo, Fish bebeu o sangue que escorria pelo cadáver – daí que ficou conhecido, também, como “o vampiro do Brooklin”. Após aliviar a sua sede, esquartejou o corpo da vítima. Selecionados os “cortes nobres”, levou ao forno e temperou com cebolas, cenouras, nabos, sal e pimenta.
“Sua carne era melhor do que qualquer peru assado que já comi”, dizia ele.
Francis McDonnel, de 8 anos, também foi assassinado e
torturado por Fish. Foi igualmente sequestrado após descuido de sua mãe. A
polícia encontrou o corpo do menino em um matagal. Estava morto e totalmente
espancado. Podia-se desconfiar de um algoz robusto, potente e vigoroso, mas
nunca de um velho! Aliás, Fish, conhecido por sua inexplicável força física,
podia ser tudo; menos fraco.
Mary O’Connor, de 15 anos, foi
outra vítima do bicho-papão. O corpo da menina foi encontrado pela polícia em
uma mata próxima a uma casa em que Fish trabalhava como pintor de paredes.
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| A polícia encontra o corpo de uma das vítimas |
Grace Budd, uma garotinha de 10 anos, é considerada a sua vítima mais conhecida, em razão de as investigações desse caso ter levado a polícia, finalmente, ao encontro de Fish.
O Julgamento
Albert Fish foi levado a
julgamento em 11 de março de 1935 pelo homicídio de Grace Budd. Pela Acusação
estava o Promotor Elbert F. Gallagher. Pela Defesa, o advogado James Dempsey.
Durante os 10 dias de julgamento, a Defesa buscou provar a
insanidade de Fish. Sob a ótica do advogado Dempsey, pessoas que cozinham e
comem crianças não eram passíveis de serem consideradas normais. Para tanto,
colocou no banco de testemunhas os seis filhos do “Bicho-Papão”, que relataram
as autoflagelações do pai, principalmente as inúmeras agulhas enfiadas no
corpo.
Dempsey também levou ao banco das testemunhas alguns
psiquiatras, os quais relataram os fetiches sexuais de Fish, tais como
coprofilia e urofilia. Uma das testemunhas principais da defesa, Dr. Fredric
Wertham, corroborou as autoflagelações. Segundo o psiquiatra, Fish relatou ter
enfiado diversas agulhas no corpo, descrevendo todo o procedimento em detalhes.
Desconfiado, Wertham solicitou um raio-X na região pélvica e constatou que pelo
menos 29 agulhas se encontravam no corpo de Fish.
A estratégia da Acusação, por sua vez, consistia em afirmar
que Albert Fish, apesar de psicopata sexual, era mentalmente sadio e tinha,
portanto, plena ciência do que fazia. Para o Promotor Gallagher, foi um crime
premeditado, pois Fish teria comprado antecipadamente os instrumentos para
sequestrar e matar Grace Budd. Logo, era um desaforo pensar que aquele homem
não sabia o que fazia na hora do crime.
Mas a “cartada final” do Promotor foi pedir aos funcionários
da corte que trouxessem os restos mortais da vítima Grace Budd. Em meio ao
plenário, Gallagher abriu a caixa e retirou o crânio da menina para que todos
os presentes vissem. Mesmo com o pedido de recesso imediato formulado pela
defesa, o resultado do julgamento estava “dado”.
Após tantas evidências apresentadas, o devorador de crianças
foi considerado culpado por homicídio premeditado. Sadomasoquista que era,
ouviu a sentença atentamente e adorou ter sido sentenciado à morte na cadeira
elétrica
“Que emoção será se eu tiver que morrer na cadeira elétrica. Será a emoção suprema. O único que eu não tentei”. Últimas palavras do assassino.










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