Serial Killers: O Palhaço Assassino

Marcado pela sua personalidade instável e sua memória insana, John Gacy se tornou um dos símbolos de extremo horror dos anos 70 e 80. Inspirou filmes de terror assim como o Palhaço Assassino.

Por mais que nossas mentes estejam sã, nós sempre se deparamos com uma vontade estranha de fazer algo insano, mesmo que seja só em pensamentos...

"A única coisa da qual eles podem me acusar é de ter um cemitério em casa, sem licença pra isso"
- John Gacy -

Carta Sem Destinatário

Não vou assumir nenhum desses crimes, eu não me sinto culpado, vocês sabem, não havia outro caminho. Vocês me culpam pela minha coragem! Mas algumas pessoas merecem morrer! E vocês sabem disso! Eles eram invisíveis desde sempre, e eu os enterrei, criei uma memória para eles, essa não é uma carta de confissão é uma homenagem. Eu voltarei a matar e vocês terão mais uma historia para contar. É como se existisse algo dentro de mim. Eu sou um bom sujeito! Mas ele! o Jack! Não gosta da forma que esses garotos me olham! Bem, veja só você, nunca quis matar ninguém? Não seja hipócrita! Você não é santo, e nem melhor do que eu. Você já tirou a vida de alguém com as suas próprias mãos ou com o silêncio, quase sempre, o silêncio mata muito mais.

Infância

John nasceu em Chicago no ano de 1942, teve uma infância traumática. Ele era espancado e ofendido verbalmente pelo seu pai alcoólatra. Na sua juventude foi preso por ter relações sexuais com um jovem dentro de um banheiro publico.

O Assassino

John costumava dirigir seu carro pelos arredores da cidade em busca de jovens pedindo carona, garotos solitários ou homossexuais que se prostituíam. Seguidamente se oferecia para levá-los para alguma zona de bares próxima. Uma vez dentro do carro atacava-os com clorofórmio ou apontava uma pistola e levava-os para sua casa para sodomizá-los e agredi-los sexualmente.

Quando o corpo da vítima já não mais respondia, enterrava no jardim de sua casa que, depois de 23 cadáveres ficou pequeno. A partir daí começou a atirar os corpos das vítimas no rio.

A Vítima...

A mãe de George Lucas, um adolescente de 15 anos, ela foi buscar o filho na espera impaciente pelo seu retorno, ele trabalhava em uma farmácia e na quele dia? Avisou a sua mãe que se atrasaria, pois antes de ir para casa com ela, iria a um encontro de um empreiteiro que lhe oferecia um novo emprego. George sabia que a mãe havia preparado um bolo de aniversário e disse que logo voltaria. Ela torce para que o filho se saia bem na entrevista de emprego, enquanto olha os ponteiros do relógio, ela circula pelas prateleiras da farmácia... o tempo passa, e ele não volta... depois de 3 horas de espera, a mãe, desesperada resolve procurar a polícia, as investigações levariam as autoridades ao encontro de um dos serial killers mais emblemáticos da história.... O Palhaço Assassino!

- Ferramentas de tortura -
O empreiteiro que havia oferecido uma suposta vaga de emprego se chamava Jhon Wayne Gacy. Depois de uma intimação, ele negou qualquer acusação com George Lucas, o jovem desaparecido na quele dia. Gacy, era um jovem a cima de qualquer suspeita, conhecido pela cidade pela sua simpatia e pela caridade, se fantasiava de palhaço e fazia a felicidade de muitas crianças em festas e eventos beneficente em hospitais, mas ainda sim, depois de uma luta interminável e burocrática a polícia  conseguiu uma ordem de busca. Em sua casa encontraram os mais diversos instrumentos de tortura que poderia imaginar, sedativos, objetos sexuais, um livro de endereços, cartas sem destinatários e outros itens suspeitos, logo a polícia descobriu o mais completo arsenal de instrumentos de tortura, mas já mais imaginariam a proporção do que estava por vir... Gacy, foi o responsável por 33 vítimas de tortura e assassinato, incluindo George, cujo o corpo foi desovado num rio. No chão de sua casa, encontraram dezenas de corpos em covas rasas cobertos de cal para evitar a decomposição. Gacy, entregou a polícia o mapa detalhado que indicava 27 corpos enterrados alí, com requintes de crueldade e sadismo, o Palhaço Assassino se revelava para o mundo.

O Sobrevivente

13 de Março de 1978, Heitor, um estudante de 23 anos, contava com a sorte a beira da estrada, não era a primeira vez que seu carro ó deixava na mão. A rua, por um instante, parecia deserta, foi quando o silêncio se quebrou por um barulho de um Audi Mobil preto. No volante, um homem gordo e aparentemente simpático lhe ofereceu carona e disse que o levaria até um mecânico mais próximo, Heitor aceitou, o motorista era comunicativo de expressões leves, logo conversaram sobre diversos assuntos. A conversa se alastrava enquanto o céu escurecia, e antes que Heitor pudesse se questionar sobre o estranho trajeto, o homem, agora, com um olhar de ódio, o agarrou colocando o seu nariz em um pano encharcado com clorofórmio, imediatamente o jovem perde a consciência...

Como quem acorda de um sonho, ele despertou no dia seguinte no leito de um hospital sem a menor ideia de como foi parar alí, em seu corpo, haviam queimaduras, hematomas e lacerações em sua pele, pouco se recordava do dia anterior, ele se lembra de um homem gordo vestido de palhaço, estava semi nu em uma sala escura, as risadas antecediam o momento em que era obrigado a cheirar mais clorofórmio e em seguida perdia a consciência. Essas foram as vagas lembranças que Heitor recordava. Ele, foi a única vitima sobrevivente do Palhaço Assassino. Além dos efeitos que a droga causou em seu corpo, a extrema violência e os abusos sexuais que sofreu, lhe foi amputado os braços. E aquele? Era só o primeiro capítulo de um ritual insano.

"Um palhaço pode "se dar bem" somente como um assassino."
- John Gacy -

O Assassino Real

O serial killer que inspirou essa história é John Wayne Gacy. Um assassino frio e calculista. Em seus depoimentos para a polícia, John Gacy apresentava transtorno de personalidade. Para ele, existiam quatro Johns, o empreiteiro, o palhaço, o político e o assassino chamado por ele de Jack Rasson.

Análise Psicológica de John

Psiquiatras afirmaram que John Wayne Gacy, "O Palhaço Assassino" era portador de uma personalidade fronteiriça sociopata narcisista e mentiroso patológico. nenhum dos psiquiatras acharam que ele fosse incapaz de ser julgado.

Vida Social de John

Para os que conheciam, John Wayne era um homem agradável e educado, mas em seu interior se escondia um monstro, cruel, capaz dos mais aterrorizantes crimes. Normalmente procurava jovens rapazes e depois de sodomiza-los e abusa-los sexualmente até que seus corpos não respondessem mais, ele então, os enterravam em sua sala. Ele organizava grandes festas em seu jardim, alí mesmo, no lugar onde também escondia os corpos das vítimas. Entre os convidados, se comentava duas coisas: "Como é gentil esse homem", e o cheiro podre que exalava de sua casa.

O Julgamento

 Em 6 de fevereiro de 1980 começou em Chicago o julgamento do Palhaço Assassino. O julgamento como de praxe foi uma queda de braços entre defesa, que logicamente defendia a insanidade de Gacy e a promotoria que alegava que Gacy tinha completa noção do certo e do errado. Psiquiatras contratados pela defesa alegaram que Gacy era esquizofrênico e sofria de múltiplas personalidades e que isso o impedia de perceber o que estava fazendo. Já para os psiquiatras da promotoria, Gacy sabia muito bem diferenciar o certo do errado. Se Gacy fosse declarado insano pelo júri, seria internado em um hospital psiquiátrico e tratado, podendo ser solto caso se curasse de suas doenças mentais. Se fosse declarado são, poderia pegar a pena de morte. O promotor Bob Egan e o advogado de defesa Robert Motta discutiam constantemente sobre o real estado mental de Gacy durante os crimes. A primeira testemunha chamada pela promotoria foi Marko Butkovich, pai de John Butkovich. A maioria das pessoas que testemunharam contra Gacy foram os familiares e amigos das vítimas. Empregados de Gacy também depuseram no julgamento. Em seus depoimentos eles enfatizaram as constantes mudanças de humor do patrão e suas inconvenientes brincadeiras.

Em 24 de fevereiro, começou os procedimentos da defesa de Gacy, e para surpresa de todos, Jeffrey Ringal, uma de suas vítimas que conseguiu sobreviver, foi a primeira testemunha chamada pela defesa. A estratégia dos advogados de Gacy com Ringall era reforçar a tese de que Gacy não possuía o controle de suas ações. Um dos advogados de Gacy perguntou a Ringall se ele achava que Gacy tinha o controle de suas ações, Ringall respondeu que não. Porém o tiro saiu pela culatra, ao contar os detalhes sórdidos do ataque de Gacy, Ringall estressou-se de tal maneira que vomitou na corte e chorou histericamente. Gacy olhava sem sinal algum de remorso. Em um esforço para provar que Gacy era insano, os advogados chamaram amigos e familiares para depor. A mãe de Gacy disse que ele sofreu vários abusos de seu pai. Sua irmã disse que o pai era alcoólatra e batia em Gacy com uma cinta. Outras testemunhas enfatizaram a generosidade de Gacy, aquele que ajudava a todos com um “sorriso no rosto”. Psiquiatras levados pela defesa disseram que Gacy sofria do transtorno de borderline e esquizofrenia, tinha múltiplas personalidades e comportamento anti-social. Afirmaram que o seu transtorno mental o impedia de compreender a magnitude dos seus atos. Depois de 5 semanas e do depoimento de mais de 100 pessoas, o júri retirou-se para tomar a decisão. 2 horas depois o veredicto:
O júri decidiu que John Wayne Gacy Jr., 37 anos, era culpado pela morte de 33 rapazes e tinha completa consciência dos seus atos. Ele foi condenado a 21 prisões perpétuas e a 12 penas de morte.

Na Prisão

 Na prisão, ele se dedicou à pintura e seus quadros foram vendidos num valor perto dos 300 mil dólares. Ademais, concedeu diversas entrevistas no qual chamava suas vítimas de "viadões" e escória da humanidade. 

Seus Quadros:

- Pintura de John -
 
- Auto retrato de John -

- Caveira Sexy -

- Lou Jacobs -

- Ed Gein, outro serial killer -

Sentença de Morte

Em nove de maio de 1994, foi executado com uma injeção letal. Suas últimas palavras foram:

- "Beijem meu cu! Nunca saberão onde estão enterrados os demais".

 Não se esqueça! Os psicopatas estão em todo lugar. Às vezes do seu  lado, às vezes dentro da sua casa. Conhecer suas mentes é sim uma forma de se defender. Baseado em fatos reais... O Palhaço Assassino!

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