Símbolos e Mitos
O Pentagrama e a Banda de Heavy Metal "Slipknot":
Pentagrama é um dos símbolos
mais antigos que o homem conhece. Sua forma mais comum é uma estrela de cinco
pontas, com braços equilaterais e ângulos idênticos em todos os seus pontos.
Quando inscrito dentro de um círculo é denominado “pentáculo”. Esse símbolo era
comumente conhecido como Pentáculo de Vênus ou de Istar dependendo da deusa que
estava sendo cultuada.
As origens do Pentagrama estão perdidas no passado distante da humanidade, e exemplos de seu uso foram citados em civilizações tão remotas quanto os Sumérios, na região da antiga Mesopotâmia. Seu sentido original, bem como seu desenvolvimento, é hoje tema de conjecturas, mas is acadêmicos identificaram-no como um símbolo primitivo do corpo humano, dos quatro elementos e do espírito e também, do próprio universo. Os pitagóricos usavam-no como símbolo de reconhecimento e podem tê-lo associado a divindade grega Higéia (Deusa da Saúde).
O Pentagrama como símbolo continua em uso em nossos dias. Os seguidores da magia Wicca, bem como adeptos de outras organizações esotéricas, o utilizam em seus ritos. Ele aparece também em insígnias e distintivos militares representação dos cinco pilares do Islã, e de forma infame, como símbolo para adoração do demônio e outras forças do mal, uso esse, como podemos observar pelas informações, historicamente incorreto.
Os próprios cristãos relacionavam o símbolo à figura de Cristo com suas cinco Chagas, e antes do período Medieval era considerado um símbolo da Verdade, do trabalho divino. Utilizado também pela Ordem dos Templários que acabou dizimada pela avareza da Igreja junto ao poder de Luís VI da França.
A caça às bruxas da Idade Média transformou aos poucos um símbolo sagrado em adoração ao demônio e o Pentagrama passou a ser encarado como a figura de Baphomet (a mesma figura que os Templários teriam “cultuado” e que depois se tornou o arquétipo para o que hoje conhecemos como a figura do demônio).
Já no século XX Anton LaVay criou uma espécie de Igreja Satânica que utilizava o Pentagrama invertido como figura de Baphomet e em consequência a ideia católica que este era a representação do diabo.
Podemos ver no DVD Disasterpieces e em uma série de fotos e vídeos do Slipknot o uso desse símbolo: o pentagrama invertido com a figura de Baphomet inscrito.
Isso, no entanto não significa que a banda seja satânica, se analisarmos mais a fundo poderemos perceber que a ideia de relacionar a figura do demônio ao Pentagrama foi uma adesão católica durante a Idade Média, o que não torna o símbolo pior ou melhor.
A opção de utilização do símbolo pela banda pode estar relacionada às influências musicais, já que foram muitas as bandas que utilizaram-no, como por exemplo Marilyn Manson, e Slayer.
A utilização do Pentagrama
além de se relacionar com a cena do metal e de marketing por parte da banda,
também se relaciona a ideia de oposição a um sistema preestabelecido, como
ocorre na música The Heretic Anthem, na qual os membros se opõem a ideia de
Indústria musical que derrota bandas antes que estas venham a mostrar seu real
valor. O mesmo pode acontecer com o Pentagrama, um símbolo para resistência a
certas “ortodoxias”, ideias que temos como certas mas que são completamente
equivocadas.
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| Ao Pentagrama são Atribulados vários significados. |
Pentagrama na Mitologia:
A Maioria dos autores opinam que o pentagrama foi primeiro conhecido e estudado pelos babilônios, e daí em diante o tomaram os pitagóricos, devido a coincidente associação do pentágono regular, com o cosmos e ordem divina, ainda assim, existe quem ponha em dúvida, pois o sumário atribuído aos neo platônicos, Eudemo de Rodas e Proclo menciona que os pitagóricos, apenas conheciam a três das figuras cósmicas poliedros regulares, desconhecendo ao octaedro e ao icosaedro.
A explicação dada é que eles os conceberam da forma dos cristais naturais e ao surgiram de uma dedução matemática, o que iria contra da herança babilônica.1
Desde então se deu um uso ao mesmo tempo místico-mágico e outro científico; na magia o pentáculo com sua ponta voltada para cima significa o ser humano(de fato: durante a Idade Média se esboçavam longos pentalfas para logo sobre eles desenhar se as figuras humanas, e isto pode se verificar no célebre escrito de Leonardo Da Vinci para o livro "A Divina Proporção" de Luca Pacioli), a magia tem o pentagrama como um de seus símbolos principais.
pentagrama na representando o infinito
Na ciência propriamente dita a estrela pentagrama é um interessante diagrama que descreve várias leis matemáticas: se encontra como representante nos logaritmos, na sucessão de Fibonacci, a espiral logarítmica e por isto também nos fractais etc.
- Magia
Originalmente símbolo da deusa romana Vênus foi associado a diversas divindades e cultuado por diversas culturas. O símbolo é encontrado na natureza, como a forma que o planeta Vênus faz durante a aparente retroação de sua órbita. Trata-se de um dos símbolos pagãos mais utilizados na magia cerimonial pois representa os quatro elementos (água, terra, fogo e ar) coordenados pelo espírito, sendo considerado um talismã muito eficiente.
O pentagrama é conhecido também como o símbolo do infinito, pois é possível fazer outro pentagrama menor dentro do pentagrama maior, e assim sucessivamente.
Possui simbologia múltipla, sempre fundamentada no número cinco, que expressa a união dos desiguais. Representa uma união fecunda, o casamento, a realização, unindo o masculino,o 3, e o feminino, o 2, simbolizando ainda, dessa forma, o andrógino.
Pentagrama na Matemática:
Tal que a razão entre o lado do triângulo e sua base (lado do pentágono) é o número de ouro2.
O pentagrama também foi usado como emblema na escola pitagórica3 4 , que também denominavam-se pentalfas 5 , seu lema máximo era "Tudo é Número". Os pitagóricos rendiam verdadeiro culto ao número natural,6 considerando-o como a essência de todas as coisas.
Pentagrama na Religião:
Atualmente, muitos usam um Pentagrama no pescoço, como símbolo de orgulho da sua religião e representando a sua fé, ou ainda como um amuleto de proteção. É importante notar que isso não é nenhuma obrigação para qualquer religião .
Além do seu significado primordial, dos cinco elementos, o pentagrama também representa o corpo humano (os 4 membros e a cabeça). Para alguns o pentagrama passa ainda a ser conhecido como "estrela do microcosmo" (pequeno universo), que simboliza o mago dominando o espírito sobre a matéria, inteligência sobre instintos, mente sobre o corpo.
Nos rituais da religião Wicca, além de ser um dos símbolos da deusa, o pentagrama às vezes é usado como símbolo da terra, outras vezes para consagrar os instrumentos ritualísticos, objetos e amuletos.
O pentagrama pode ser feito de qualquer material (metal, madeira, argila, vidro, etc.) e até desenhado em pedaços de pano ou mesmo no chão.
Pentagrama Invertido:
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| Pentagrama Invertido, Símbolo do Satanismo e da Igreja Satânica. |
O pentagrama invertido (com duas pontas para cima), significa a verdade
sobre o fato de o Espírito ser apenas uma faceta da matéria. Pode-se observar
também que o Pentagrama com duas pontas para cima aparecia, como um dos
símbolos da Baphomet. Assim sendo, o pentagrama invertido possui significados
paralelos.
"O pentagrama - podemos também afirmar que são as cinco pontas do
corpo humano, onde, através delas que são levados para o interior do corpo tudo
que o Homem adquire com tais pontas (braços, pernas e cabeça). [carece de
fontes] Mas, é adquirido de acordo com cada ser humano, pois, uns levam estas
pontas onde desejam, e é de acordo com esses desejos que são introduzidos e
exteriorizados a ação e a reação causadas por essas ondas captadas, que logo introduzidas
no ser são revertidas em conhecimentos e repassadas a outrem de acordo com o
"eu" de cada ser humano."
(Pensamentos: Salomão Leon da Silva)
Pentagrama invertido é um sinal de um pentagrama com uma seta em direção
para baixo, indicando o reino de Satanás.
Quando Anton LaVey fundou a sua Igreja de Satã incorporou este símbolo puro em
seu sentido inverso, que tem sido usado durante séculos para a alta magia negra
: o "pentagrama invertido", com a sua vértice para baixo e
representando-o sobre uma cabeça de um bode. O Baphomet, símbolo da
"Igreja de" Satã", consiste em três elementos: a estrela
pentagonal (pentagrama) invertido, os símbolos colocados ao lado de cada uma
das extremidades e a cara de um bode. No pentagrama invertido, tal como
interpretado pelos satanistas, as três pontas abaixo representam a negação da
Santíssima Trindade dos teólogos cristãos e as duas pontas superiores
representam o contraste que realmente equilibram a afirmação da igualdade e
dirigem o universo e a vida tais como: criação / destruição, positivo /
negativo, masculino / feminino, ação / reação, vida / morte, ativo / passivo,
etc. Em suma representa a supremacia do desejo físico claramente acima da
espiritualidade. Em um pentagrama invertido pode inserir a figura da cabeça do
bode: os dois pontos superiores são os chifres, as pontas laterais são as
orelhas e a parte inferior a ponta da barba. Baphomet (o bode representado)
seria o espírito da natureza, e guardião das portas do inferno.
Estrela de Davi:
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| Estrela de Davi, Símbolo Próspero e virtuoso. |
No Hinduísmo, cada ângulo representa um deus da trindade: Brahma, Vishnu e Shiva, respectivamente, o Criador, Preservador e Destruidor.
Origem do símbolo entre os israelitas:
De acordo com a tradição judaica, este símbolo era desenhado ou encravado sobre os escudos dos guerreiros do exército do rei Davi. Esta tradição teve origem no fato de o nome hebraico para Davi (pronunciado David) ser escrito originalmente por três letras do alfabeto hebraico - Dalet, Vav e Dalet. Estas duas letras Dalet tinham uma forma triangular no alfabeto hebraico usado até então, uma variação do alfabeto fenício, conhecido como proto-hebraico. Estas duas letras então eram encravadas nos escudos dos soldados uma sobreposta a outra, formando uma espécie de estrela. Apesar de ser uma explicação plausível, carece de provas históricas ou arqueológicas para prová-la.2A forma atual do Escudo de Davi já aparecia em diversas culturas do extremo oriente há milhares de anos, só nas últimas centenas de anos que mudou-se para um símbolo puramente judaico. Este símbolo apareceu primeiramente ligado aos judeus já na Era do Bronze - no século IV a.C. - num selo judaico achado na cidade de Sidom. Também aparece em muitas sinagogas antigas na terra de Israel datadas da época do Segundo Templo e até mesmo em algumas depois de sua destruição pelos romanos. Não lhe era dado, ao menos aparentemente, um significado tão especial ou místico, mas ornamental, assim como muitas Estrelas de Davi foram achadas ao lado de “Escudos de Salomão” (estrelas de cinco pontas ou pentagramas) e, curiosamente, ao lado de suásticas. Um exemplo é o friso da sinagoga de Cafarnaum (século II ou III da era cristã) e uma lápide (ano 300 da era cristã), encontrada no sul da Itália. Apesar disso, a Estrela de Davi não aparece entre os símbolos judaicos mais importantes do período helenístico.
O testemunho mais antigo deste emblema na literatura judaica é mostrado no livro do sábio caraíta Yehudah ben Eliahu Hadasi, que viveu no século XII, em seu livro “Eshkol Hakofer”. No capítulo 242, ele expõe costumes de pessoas do povo que aos poucos foram mudando o símbolo do Escudo de Davi de um simples selo para um tipo de signo místico ou amuleto: “e os sete anjos na Mezuzá foram escritos - Miguel e Gabriel [...] o Eterno irá guardar-te e este símbolo chamado Escudo de Davi é escrito em todos os anjos e no final da Mezuzá...”. Assim sendo, já naquela época, este símbolo tinha um caráter místico, sendo freqüentemente gravado como uma forma de amuleto, protetor.
A identificação efetiva da Estrela de Davi com o Judaísmo começou na Idade Média. Em 1354, o rei Carlos IV (Karel IV) concedeu o privilégio à comunidade judaica de Praga de ter sua própria bandeira. Os judeus confeccionaram, num fundo vermelho, um hexagrama, a Estrela de Davi, em ouro. Documentos referem-se a este símbolo como sendo a “bandeira do rei Davi“. Em Praga, a estrela de seis pontas – sempre chamada de “Maguen David” – passou a ser usada tanto em sinagogas, como no selo oficial da comunidade e em livros impressos. No século XIX, difundiu-se o símbolo da Estrela de Davi também nos carimbos de judeus e sobre cortinas das Arcas Santas das sinagogas.
Junto com parte dos judeus devotos, expandiu-se a alegação de que a origem do símbolo da Estrela de Davi estava diretamente ligada às flores que adornavam a Menorá - candelabro de sete braços que fazia parte dos objetos do Templo em Jerusalém – feitas numa forma de relevo de lírios de seis pétalas, que faziam uma silhueta parecida com a forma da Estrela de Davi. Entre os que crêem nesta suposta origem do famoso símbolo, há uma interpretação que a Estrela de Davi foi feita diretamente pelas mãos do próprio Deus de Israel.
As diferentes influências no símbolo:
Há pensadores que, viram no conceito de “Estrela de Davi” e nos dois triângulos que a compõem uma ligação ou conexão com o elemento macho (o triângulo com a ponta voltada para cima, constituindo o símbolo masculino) e com o elemento fêmea (o triângulo voltado para baixo, constituindo a forma de um receptáculo). Há os que viram neste símbolo a relação entre o elemento celestial que aspira para a terra seu poder (o triângulo com a ponta para baixo), contra o elemento terrestre que aspira para o céu sua influência (o triângulo que aponta para cima). Outros pensadores argumentaram que a Estrela de Davi constituída por seis pontas representaria o domínio celestial sobre os quatro ventos, sobre o que está em cima e sobre o que está embaixo na terra.
De acordo com a Cabala (mística judaica), a Estrela de Davi insinua a representação das sete emanações divinas (sefirot) inferiores. Cada triângulo dos seis triângulos que formam os lados da estrela representariam uma emanação e o centro dos triângulos maiores sobrepostos da Estrela de Davi representariam a emanação denominada Malchut. O filósofo Franz Rosenzweig deu uma outra interpretação muito peculiar à Estrela de Davi, quando afirmou que um dos triângulos constituintes do símbolo seria a representação da base de focos que caracterizam o pensamento do mundo – Deus, o homem e o mundo. Obviamente, havia filósofos que não criam na existência de Deus, de um mundo metafísico ou de uma humanidade separada do mundo real, mas ainda estes focos constituíam, na sua opinião, a base da filosofia de sua geração. O outro triângulo representaria, na sua cogitação, a posição do Judaísmo nestes assuntos. Num nível bem básico, o Judaísmo se ocuparia na reflexão sobre as relações que existem entre estes fatores, no tocante aos três fundamentos principais do Judaísmo, na opinião de Rosenzweig: a Criação (a relação entre Deus e o mundo), a revelação (a relação entre Deus e o homem) e a redenção (a relação entre o homem e o mundo).
Usos do símbolo:
Estrela de Davi amarela criada pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.
Depois do estabelecimento do Estado de Israel, quando não foi aceite a proposta de Herzl no tocante de uma bandeira com sete estrelas e outra ideia de uma com sete Escudos de Davi, o Conselho do Estado Provisório aceitou a decisão do comitê de uma outra proposta de um símbolo e de uma bandeira, confirmados em 28 de outubro de 1948. E assim mudou a estrela de Davi de um simples símbolo judaico ornamental para o nível de símbolo supremo do recém estabelecido Estado judeu, sendo parte central da bandeira da nação, tendo por cima e por baixo dela duas faixas azul-celeste. Porém, os cidadãos árabes do novo Estado argumentaram que não se identificavam com uma bandeira que era composta unicamente por símbolos judaicos – a Estrela de Davi e uma representação, por meio das duas faixas azuis, do xale de orações judaico (chamado em hebraico de Talit). Os participantes do grupo Naturê Karta também pararam de usar a Estrela de Davi depois deste evento, argumentando que este era um símbolo que representava um Estado sionista.
De maneira semelhante a como são representadas organizações como a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho, usando símbolos de destaque de suas religiões, a organização israelita de ajuda humanitária e médica, denominada Escudo de Davi Vermelho (em hebraico Maguen David Adom), é representada – como o próprio nome já diz - por uma estrela de Davi vermelha como símbolo oficial. Esta organização de pronto-socorro médico, porém, não alcançou ainda um reconhecimento oficial internacional como as suas correspondentes nos países cristãos ou muçulmanos.
O Eneagrama:
O Eneagrama (palavra que vem do grego ennea gramma – figura geométrica de 9 lados) é um antigo sistema de sabedoria, que se estima ter sido criado há mais de 2500 anos em que descreve a personalidade humana dividida em 9 padrões. Ao tomarmos conhecimento do Eneagrama e das 9 personalidades tipo, podemos constatar que todos nós temos um pouco de cada uma delas de acordo com a situação, mas cada um escolheu e desenvolveu desde a infância uma para fazer face à percepção e descoberta do mundo.
A cada tipo de personalidade foi atribuído um número fixo conhecido. Cada um dos nove pontos tem dois extremos: a paixão e a virtude. Reconhecer o tipo de personalidade dominante, equivale a aceitar que desde há anos, eu vivo sob uma influência de uma motivação inconsciente que dirige a minha vida. Reconhecer o nosso “tipo” dominante, é dar um nome ao nosso ego dominante, para transformar a paixão em virtude e melhorar a nossa atitude perante as adversidades.
Um = o perfeccionista«tenho muitos defeitos, mas faço tudo para evitar os erros»
Os Um são cuidadosos e
ordenados. Gostam das coisas no seu lugar. Meticulosos, trabalham corretamente.
Dotados de elevado sentido moral. Têm medo de cometer um erro. Para eles, ou se
está certo ou errado. Exigentes, evitam encolerizar-se mesmo que a imperfeição
os irrite ou sobretudo quando os outros infringem as regras!
Na origem, inconscientemente, os Um percebem que o mundo
julga as más atitudes e as impulses «desde que me deixo ir, castigam a minha
espontaneidade e isso dói-me». O seu sistema de valores desenvolveu-se a volta
da Lei e da Ordem, do amor ao trabalho bem feito, da integridade, da disciplina,
do sentido do esforço, da preocupação em se aperfeiçoar.
«se não for para me ocupar dos outros, de que serve viver?»
Os Dois são ocupados pela
ideia de prestarem serviço. Para eles, as relações humanas contam mais que
tudo. Gostam de reconfortar os outros, dar assistência e fazer passar as
necessidades dos outros diante das suas. São calorosos e cheios de atenções.
Apreciam que se precise deles, são altruístas por convicção.
Na origem, inconscientemente, os Dois imaginam que não se
gosta deles por si mesmos, tal como eles são. O seu sistema de valores
desenvolveu-se á volta do serviço prestado, das relações e do calor humano, dos
sentimentos, da escuta.
«o trabalho é mais agradável que o prazer»
Os Três são muito
competitivos, ganhadores, orgulhosos dos seus sucessos. Sabem motivar os outros
e levam a peito ver os objetivos atingidos. Gostam de poder medir os seus
sucessos, são materialistas. São bons vendedores, têm o sentido da eficácia. A
sua aparência, a imagem que dão de si são extremamente importantes, sobretudo a
do seu êxito.
Na origem, inconscientemente, os Três imaginam que o mundo
não gosta deles por aquilo que eles são, mas por aquilo que fazem: «quando era
criança, tinha a impressão de que só gostavam de mim pelas boas notas que tinha
na escola ou pelas minhas vitórias desportivas». O seu sistema de valores
desenvolveu-se a volta da confiança em si mesmos, dos bons resultados, do
prestígio, da imagem de sucesso.
«nada nos torna tão grandes como uma grande dor»
Os Quatro são originais
preocupados com a beleza e estética. São sensíveis ás emoções, procuraram a
intensidade e o dramático, com aliás um lado teatral. São hiper sensíveis ás
críticas. Acontece-lhes cobiçar aquilo que os outros possuem. Sentem-se
diferentes, a parte. Têm aliás uma fibra nostálgica e melancólica, voltada para
o passado. Por vezes têm a sensação de terem sido abandonados e são dados ás
depressões.
Na origem, inconscientemente, os Quatro têm o sentimento de
terem sido abandonados. Há como um grande vazio, falta algo de importante. O
seu sistema de valores desenvolveu-se a volta de exprimir os seus sentimentos.
Serem compreendidos na sua diferença, criatividade, romantismo, sentido da
estética.
«há muito que aprender, apenas olhando»
Os Cinco são observadores,
solitários ciosos do seu espaço vital. São analíticos e lógicos. Gostam de
compreender, ter a visão do conjunto, observar mais do que participar. Ficar
muito tempo com outros, fatiga-os. São independentes e autossuficientes.
Privilegiam a reflexão à ação e têm dificuldades em exprimir as suas emoções.
Na origem, inconscientemente, os Cinco percebem o mundo como
invasor e intruso. O seu sistema de valores desenvolveu-se à volta de pensar,
saber, conhecer, compreender, proteger o seu espaço vital.
«a dúvida é uma homenagem prestada à esperança»
Os Seis são do gênero
prudente, são motivados pela necessidade de segurança. Muitas vezes vítimas da
dúvida, têm tendência para se preocuparem com dissabores eventuais, a
imaginarem o pior cenário possível e preferem as coisas previsíveis. Sobre
avaliam os perigos e têm tendência para pedir conselho. Não têm confiança à
priori, mas uma vez confiantes têm um elevado sentido de lealdade.
Na origem, inconscientemente, os Seis percebem que o mundo
não é de fiar: «traíram-me». O seu sistema de valores desenvolveu-se a volta da
confiança, lealdade, imaginação, sensibilidade, intuição.
Sete = o sonhador
«só se vive uma vez, vamos aproveitar»
Os Sete andam constantemente à
procura do prazer. Não suportam estar fechados, aventureiros por natureza. Têm
dificuldades em terminar o que começaram. Entusiastas e otimistas, têm
tendência para se entusiasmarem com o que é novo e para subestimar o perigo.
Mesmo nas situações de perigo, a tendência é ter pensamentos positivos. Gostam
de ter montes de projetos e de estarem continuamente em movimento.
Na origem, inconscientemente, os Sete percebem o mundo como
frustrante e constrangedor: «gosto da minha liberdade e sofro por ficar
limitado a uma só escolha». O seu sistema de valores desenvolveu-se á volta de
tirar partido da existência, multiplicar os prazeres, procurar a diversidade,
concentrar-se no lado bom das coisas.
«não se mendiga um justo direito, luta-se por ele»
Os Oito são fortes e confiam
nos seus meios. Sabem o que querem e são diretos nos seus propósitos. Gostam de
controlar as situações e tomar decisões rápidas. Combativos, apreciam uma
oposição consistente. Respeitam a força e impõem as suas próprias regras. São
por vezes excessivos e vêem-se como justiceiros, protetor dos fracos.
Na origem, inconscientemente, os Oito percebem o mundo como
insuportável e injusto, parecer fraco é perigoso. O seu sistema de valores
desenvolveu-se á volta de força, determinação, coragem, justiça.
«a pressa é inimiga do tempo que passa.»
Os nove têm uma aparência
apaziguante. Têm hábitos e gostam de ouvir. Procuram a harmonia, pacifistas por
natureza. Mediadores, tentam evitar os conflitos ou a confrontação. Indecisos,
têm dificuldade em escolher e em formar uma opinião. Detestam que os pressionem
e preferem viver ao seu ritmo.
Na origem, inconscientemente, os Nove percebem que não são
ouvidos e que exprimir uma opinião pode ser fonte de conflitos e de separação.
O seu sistema de valores desenvolveu-se á volta da paz, paciência, temperança,
atenção aos outros.
O Dois pensa que será feliz se for amado (ou
adorado) pelos outros,
o Três se for admirado pelos outros,
o Quatro se ele for totalmente
livre para ser ele mesmo,
o Cinco se ele tiver certeza
intelectual,
o Seis se ele tiver absoluta
segurança,
o Sete se ele possuir tudo que
quiser,
o Oito se tiver as coisas da sua
maneira,
o Nove se ele puder
"fundir-se" com alguém, e
o Um se ele for perfeito.
A tentação do Nove é
acreditar que a tranquilidade é um valor maior;
a do Oito é acreditar no seu
próprio poder;
a do Sete é acreditar que
possessões materiais o realizarão;
a do Seis é acreditar na segurança
proporcionada pelas outras pessoas;
a do Cinco é acreditar que o
conhecimento é um fim em si mesmo;
a do Quatro é acreditar na sua
liberdade para fazer o que quiser;
a do Três é acreditar na sua
própria excelência;
a do Dois é acreditar na sua
própria importância e,
a tentação do Um é acreditar na
sua própria retidão.
PROVÁVEL DESTINO
Tentando perfeição sem sensibilidade humana, os Um acabam pervertendo a própria
sensibilidade.
Forçando os outros a amá-los, os Dois terminam
sendo odiados.
Engrandecendo-se, os Três acabam
sendo rejeitados.
Seguindo somente seus sentimentos, os Quatro acabam
desperdiçando suas vidas.
Impondo suas ideias sobre a realidade, os Cinco terminam
desligados da realidade.
Sendo muito dependentes dos outros, os Seis terminam
sendo abandonados.
Vivendo para o prazer, os Sete acabam
frustrados e insatisfeitos.
Dominando os outros para terem o que querem, os Oito acabam
destruindo tudo.
Acomodando-se demais, os Nove tornam-se
conchas subdesenvolvidas e fragmentadas.

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